Harmonização Facial
O sonho da maioria das mulheres (e também de muitos homens) é ter um rosto sempre jovem, saudável e hidratado, livre de rugas. Por isso mesmo, há cada vez mais pessoas a procurarem soluções não invasivas que enalteçam os traços naturais e os tornem mais harmoniosos. No final, todos querem ficar com uma aparência igual à das influencers no Instagram, ou aos filtros criados pelo TikTok que mostram como qualquer pessoa ficaria se recorresse à harmonização facial. Alguns não querem ficar-se pela ficção e querem replicar o aspeto simétrico na vida real.
Jennifer Lawrence parece fazer parte deste grupo. A atriz, surgiu com as feições mais arredondadas no desfile de apresentação da coleção primavera 2024 da Christian Dior, a 27 de setembro. As imagens do momebto não tardaram a ser discutidas nas redes sociais — e muitos apontaram o dedo à cirurgia plástica.
No entanto, após uma observação mais detalhada do antes e depois, tudo indica que a atriz terá optado por algo menos invasivo. A cirurgiã plástica Sofia Carvalho, contactada pela NiT explicou que Lawrence pode ter recorrido às “técnicas da harmonização facial com ácido hialurónico”. Contudo, a especialista em medicina estética da Clínica Lisbon Plastic Surgery frisa que não passa de uma suposição, uma vez que não conhece o caso — e a própria Lawrence não se pronunciou sobre o assunto.
Sofia Carvalho explica que o rosto de um adulto normalmente não é tão arredondando. “Essas características são mais associadas aos miúdos, porque à medida que vamos crescendo a cara vai alongando e o rosto fica mais triangular”, refere.
Apesar do rosto de Jennifer Lawrence estar dramaticamente diferente, a clínica admite que o procedimento escolhido — se é que a atriz fez algum — tenha sido minimamente invasivo. “Existem várias técnicas de harmonização facial que permitem chegar a um resultado semelhante, sem recorrer à cirurgia”, garante.
Sofia Carvalho admite que os sulcos podem ter sido preenchidos, ou seja, “as linhas que vão desde o nariz até à boca” e na região dos malares, das laterais do queixo e da olheiras com ácido hialurónico. No entanto, também admite que pode tratar-se de maquilhagem.
Em que consiste o método?
Nos dias que correm o termo harmonização facial não passa despercebido a ninguém. As fotografias de antes e depois dos procedimentos invadiram as redes sociais e basta uma pesquisa rápida no Google para encontrarmos centenas de clínicas que o fazem em Portugal.
A moda parece ter pegado e há cada vez mais mulheres e homens, de todas as idades, a procurar o método. No entanto, o conceito não é novo. Em 2001, Stephen Marquardt, um cirurgião plástico norte-americano, criou uma máscara com as “proporções ideais para um rosto”. O especialista batizou-a de “máscara Phi”, em homenagem ao escultor grego Phidias, “que teria esculpido as estátuas de Zeus e Atenas”.
“As medidas da máscara teoricamente obedeciam às proporções áureas, que são conceitos matemáticos. Segundo Marquardt, existe uma lógica nas métricas do rosto e, se obedecidos esses cálculos, o rosto torna-se belo. Ele então sobrepunha a máscara ao rosto do paciente e tudo que estivesse em desacordo com o molde precisava ser corrigido. O que sobrava, ele retirava cirurgicamente e o que faltava, preenchia”, explica à NiT Sofia Carvalho.
O protótipo foi criado numa altura em que o ácido hialurónico surgia, o que acabou, segundo a especialista em cirurgia estética, por catalisar o “desenvolvimento das técnicas de harmonização facial”. As técnicas, entretanto, evoluíram e atualmente a tal máscara já não se usa. No entanto, a busca por um rosto mais harmonioso possível, continua.
“A harmonização facial é, no fundo, um conjunto de técnicas que nos permite equilibrar as proporções do rosto”, diz Sofia Carvalho. No entanto, a proporção não é tudo. Os procedimentos ajudam também a melhorar o aspeto da pele e corrigir as pequenas imperfeições que incomodam a maioria das pessoas. O objetivo é avaliar o rosto completo, em vez de focar apenas em áreas específicas.
Podem ser combinadas técnicas como o preenchimento facial com ácido hialurónico, peeling químico, plasma rico em plaquetas, toxina botulínica (conhecida como botox), infusão de princípios ativos ou bioestimuladores de colagénio. É por isso que o tratamento está indicado para mulheres e homens de todas as idades, que procuram prevenir e rejuvenescer o rosto com naturalidade, corrigir assimetrias ou alterações funcionais.
Quanto custa?
Dentro da panóplia de técnicas, Sofia Carvalho destaca o preenchimento com ácido hialurónico como o mais utilizado. Mas, atualmente, a maioria das pessoas não procura tratamentos isolados, mas sim o conceito da harmonização facial, ou seja, o melhor o rosto, num todo. “O médico faz então uma avaliação e depois, consoante as necessidades do paciente, recomenda a(s) técnica(s) necessária(s).”
Os procedimentos devem ser feitas por profissionais de saúde e, na sua maioria, exigem a administração de injetáveis, por meio de agulhas muito finas. Logo, ao contrário de uma cirurgia estética, a realização da Harmonização Facial é pouco invasivo e indolor, porque é aplicada uma anestesia local. “No caso do ácido hialurónico, este dura entre seis a oito meses e é absorvido pelo organismo. É completamente seguro”, garante Sofia Carvalho. Os preços começam nos 300€, mas depende “da quantidade de ampolas necessárias e do número de sessões”.