Lipofilling
Microfat
Nanofat
A gordura humana passou de excedente inestético a um dos materiais mais valiosos da cirurgia plástica e da medicina regenerativa.
Com o avanço das técnicas, a gordura passou a ocupar um papel central em procedimentos de contorno corporal, rejuvenescimento e regeneração de tecidos surgindo um novo paradigma na cirurgia plástica — a medicina regenerativa integrada na Estética.
O lipofilling ou enxerto de gordura utiliza a gordura do próprio paciente, removida por diferentes técnicas de lipoaspiração, para preencher, melhorar o contorno ou rejuvenescer outras áreas do corpo, como face, glúteos e mamas, proporcionando resultados naturais e duradouros. Pode ainda ser utilizada em cirurgia reconstrutiva após cancro de mama, em cicatrizes, defeitos e deformidades resultantes de traumatismos ou cirurgias prévias.
A gordura além de melhorar o volume e o contorno, permite melhorar a qualidade dos tecidos e a textura da pele devido à presença de células estaminais do tecido adiposo (ASC´s).
As células estaminais são células que se podem diferenciar em diferentes tipos de células especializadas (osso, cartilagem, músculo, gordura, pele, entre outros) possuindo efeitos regenerativos, ajudando na reparação de tecidos danificados e libertando moléculas anti-inflamatórias, modulando a resposta imunitária.
O tecido adiposo contém uma concentração maior de células estaminais mesenquimais em comparação com a medula óssea.
O processo é iniciado com a remoção de gordura nas áreas onde esta é mais abundante (abdómen, flancos, coxas) por técnicas de lipoaspiração. Após a remoção, a gordura passa por um processo de processamento que pode variar (lavagem, decantação e centrifugação) e posteriormente é injectada nas áreas a serem tratadas para preenchimento e/ou rejuvenescimento.
Podemos classificar o tecido adiposo em Macrofat, Microfat e Nanofat que diferem na composição celular, propriedade clínicas e indicações terapêuticas.
No enxerto de Macrofat , utilizamos partículas de gordura de maior tamanho para obter preenchimentos de maior volume e com maior potencial de suporte estrutural em áreas anatómicas grandes como glúteos e mamas.
O microfat é obtido através de cânulas de pequeno calibre, mais delicadas mantendo adipócitos viáveis, estruturas vasculares e matriz extracelular parcialmente preservada. Trata-se de um enxerto de gordura com potencial de preenchimento volumétrico, usado para restaurar contornos, tratar sulcos profundos e corrigir assimetrias. Pode ser aplicado na face (sulcos nasogenianos, região malar, lábios) e mãos.
Já o nanofat passa por um processamento mais intenso, sendo a gordura submetida à emulsificação mecânica vigorosa. Esse processo destrói os adipócitos, mas preserva a fração estromal vascular (SVF) — que é rica em:
Células estaminais derivadas do tecido adiposo (ADSCs)
Fragmentos microvasculares
Fatores de crescimento
Mediadores anti-inflamatórios e antifibróticos
O resultado é uma suspensão líquida, livre de células adiposas maduras, mas extremamente rica em componentes regenerativos. O nanofat não faz preenchimento, mas faz bioestimulação. Desta forma tem as seguintes indicações:
Rejuvenescimento em regiões de pele fina (região periorbitária, pálpebras inferiores, pescoço)
Melhoria de cicatrizes atróficas e hipertróficas
Tratamento de rugas finas, especialmente à volta dos olhos e lábios
Bioestimulação cutânea
Terapia complementar para alopécia (queda de cabelo)
Tratamento de feridas crónicas e queimaduras
Lifting + nanofat para melhoria da qualidade da pele
Macro e microfat para suporte de glúteo e melhoria da celulite